Viagem: Você sabe qual a melhor maneira de transportar seu cachorro em viagens? *Por René Rodrigues Júnior



Dezembro é o mês das festas, das confraternizações, do verão e também é o período das férias. Muitas pessoas já estão com tudo planejado para as viagens, já que esse é o momento de reunir a família e, quem sabe, conhecer novos lugares. E para aqueles que possuem um animal de estimação e que resolvem levá-lo junto, qual é a melhor maneira de transportar de forma tranquila, por exemplo, um cachorro?

Muitos cães adoram viajar, mas é necessário analisar muito bem o comportamento do seu amigo. Alguns são mais calmos, outros mais agitados e tudo vai depender também de como será a sua viagem? De carro? De ônibus? De avião? Para cada uma dessas formas, existe uma forma correta de realizar o transporte do animal para que ele não sofra com a viagem. Confira as dicas:

No carro - existem no mercado inúmeras caixas de transporte para cães, de diversos tamanhos. Porém, alguns animais ficam mais estressados de viajar dessa forma. Uma alternativa é utilizar cintos específicos que se adaptam ao cinto do carro, juntamente com uma coleira peitoral curta para que o animal tenha acesso apenas a um pedaço do banco e não atrapalhe o motorista. Lembrando que se a opção for pela caixa, ela também deverá ser presa corretamente para a segurança do animal;

No avião – para o transporte nesse meio, é obrigatório o porte da GTA (Guia de Transporte Animal), que é uma espécie de “atestado médico” para o cachorro e que pode ser adquirido com um veterinário. A GTA evita qualquer tipo de transtorno mais burocrático com as companhias aéreas, aeroportos e até mesmo com a imigração. Mas vale a pena sempre se informar se o animal viajará em um compartimento próprio para transporte ou se poderá acompanhar o seu dono. Normalmente, animais de grande porte vão em um lugar específico no avião, que é refrigerado e preparado para esse tipo de situação;

No ônibus - existem algumas regras estipuladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas também é necessário ficar atento às exigências das empresas de ônibus. Geralmente, somente animais de pequeno porte são aceitos nas viagens. É obrigatório também a apresentação do Atestado Sanitário para Trânsito de Cães e Gatos, fornecido pelo veterinário. A carteira de vacinação deve estar atualizada e com destaque principalmente para a imunização antirrábica. O cão deverá ser colocado em uma caixa de transporte apropriada e de preferência na poltrona ao lado do seu dono. Na dúvida, consulte sempre as companhias de ônibus, para não ser surpreendido na hora.

Além da preocupação com o transporte, é preciso cuidar da alimentação. O ideal é que o cão coma com duas horas antes da viagem, já que alguns animais acabam enjoando durante o percurso. Isso serve também para a água, que também deve ser administrada em pequenas porções ao longo da viagem para que o animal não desidrate.

Algumas pessoas dão remédio para que o animal adormeça e não sofra tanto estresse. Essa prática não deve ser administrada sem antes consultar um médico veterinário. Somente ele é capaz de checar se o cachorro está apto a tomar a medicação ou não. Nunca faça por contra própria.

E, para aqueles que não podem ou conseguem levar o animal de estimação para a viagem, existem um leque de opções, como deixar em hotéis de confiança para cachorros; contratar os serviços dos Dog Walkers, que são profissionais que vão buscar o cão na casa da pessoa para passear e depois devolvem; as Pets Sitters, que são “babás” que cuidam temporariamente do animal de estimação. Elas podem ficar na casa do proprietário ou na própria casa pelo período da viagem dos donos.

O importante mesmo é encontrar a melhor opção que caiba no seu bolso, para que esse período de viagem não se torne um tormento para as pessoas e os animais.


* René Rodrigues Júnior é médico veterinário da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos

CONVERSATION

0 Comentários :

Postar um comentário

Volte
p/ topo